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Trekking ao Acampamento Base do Everest: uma viagem inesquecível no Himalaia

Respirar o ar gelado do Himalaia, pisar nas trilhas que levam ao topo do mundo e se perder (para se encontrar) entre os gigantes de pedra e gelo. A jornada até o Campo Base do Everest não é só uma viagem, é um marco na vida de qualquer pessoa que ama natureza, montanhas e experiências transformadoras.

Se você sempre sonhou em conhecer o Nepal de uma forma autêntica, caminhando por vilarejos sherpas, atravessando pontes suspensas e vendo o sol nascer diante de montanhas com mais de 8 mil metros de altitude, esse roteiro é para você.

São 12 dias intensos e inesquecíveis, com apoio completo da agência Viagens de Experiência, que cuida de cada detalhe para que você só se preocupe com uma coisa: viver o momento.



Roteiro completo – Dia a dia

Trekking ao Acampamento Base do Everest


A viagem começa uns dias antes em Kathmandu, capital do Nepal, ficamos 2 dias para descansar, conhecer um pouco da cidade e da cultura e fazer o último checklist antes de começar a caminhada.


Trekking dia 1 – Voo de Kathmandu para Lukla (início da trilha)

A sua aventura pelos Himalaias começa com o voo até Lukla, onde se encontra o considerado aeroporto mais perigoso do mundo, e isso porque ele tem uma pequena pista de pouso e decolagem e ela é inclinada à beira de um precipício (mas confesso que foi muito mais tranquilo do que eu imaginava!)

Os voos para Lukla só são permitidos de acordo com as condições climáticas. Você tem a opção de pegá-lo direto de Kathmandu, no nosso caso tivemos que sair por volta de 2:30 da manhã e pegar 6 horas de estrada até uma outra cidade, Ramechhap e de lá pegamos um voo de 20 minutos até Lukla. *Existe a possibilidade dos voos não serem autorizados por conta do clima e nesses casos a agência tem opções seguras para apresentar aos turistas. Chegando em Lukla caminhamos 8km até Toktok (2600m de altitude). No lodge os quartos são sempre separados por duplas.


Trekking dia 2 – Toktok → Namche Bazar

Dia longo de trilha, 14km chegando a 3400m de altitude. O caminho parece um cenário de filme, passando por vilarejos, as famosas pontes, templos e sempre cercado pelas maiores montanhas do mundo. O destino final do dia é Namche Bazar, o maior e último vilarejo do caminho com uma vida comercial mais ativa. Tem restaurantes, bares e lojas de equipamentos de esporte, última oportunidade para comprar alguma coisa que esqueceu. *Curiosidade: Foi o último destino onde comemos carne, dali pra frente dificilmente encontra algum tipo de carne e, se encontra, não é recomendado comer porque elas são levadas montanhas acima nas costas dos Yakes e sem refrigeração. ALém disso, também é a última cervejinha da trilha, por segurança e por conta da oxigenação, não é recomendado consumir álcool conforme vai subindo a altitude.



Mesmo com um dia cansativo de trilha, aproveitamos a lanchonete com o melhor hamburguer e, como toda noite, fomos dormir cedo para descansar para fazer a primeira aclimatação da viagem.


Trekking dia 3 – Aclimatação em Namche Bazar

A primeira aclimatação da trilha acontece em Namche Bazar, saimos de 3600m e vamos até 4000m onde avistamos pela primeira vez o Everest de longe. Andamos 8km até um famoso café. A subida é relativamente leve, mas é normal já sentir os primeiros sinais da altitude.


Como é um dia "livre", parte do grupo decidiu fazer uma aula de yoga e eu super recomendo. Foi incrível, com vista para as montanhas, uma forma também de treinar a respiração, vale super a pena. Quando você vai ter oportunidade de novo de fazer uma aula de yoga no meio do Himalaia?



De volta a Namche Bazar, organizamos tudo para seguir a trilha no dia seguinte


Trekking dia 4 – Namche → Tengboche

Quarto dia de caminhada, mais um dia longo com 10km de caminhada chegando a 3860m em Tengboche.

Paisagens lindas, comercios locais fofos no meio do caminho e o final da trilha é uma subidinha sem fim.


Chegamos em Tengboche, um vilarejo que fica em torno de um lindo mosteiro e de frente para a Ama Dablam (a montanha mais linda na minha opinião).


Conforme os dias passam a oxigenação vai diminuindo, o frio e o vento aumentanto, e as paisagens se transformando.


E para curiosidade os Lodges são sempre com duas camas de solteiro, eles dão um cobertor, mas colocamos o sleepbag em cima do colchão para suportar o frio (é obrigatório).



Trekking dia 5 – Tengboche → Dingboche

Eu acordei as 5 horas da manhã, estava -8°C, para assistir o nascer do sol porque a localização desse Lodge era realmente muito linda - e valeu a pena!!


Antes de começarmos a caminhada fomos conhecer o Mosteiro de Temboche, ficamos uns 15 minutos escutando o mantra que o monge estava cantando. Eu amo a cultura e experiências assim são sempre únicas e inesquecíveis.



Logo depois já saímos para a caminhada do dia, foram 11km para chegar a 4410m de altitude.

Nessa hora os passos já estão mais lentos e os sintomas de falta de oxigênio cada vez mais presente. Todo dia temos que beber no mínimo 4 litros de água porque isso ajuda muito nos sintomas de altitude e o guia também vai sempre controlando a oxigenação do grupo.



O verde vai ficando para trás e a paisagem vai ficando caga vez mais seca e gelada.

Nossa caminhada terminou em Dingboche, onde ficamos hospedados por duas noite.


Trekking dia 6 – Aclimatação em Dingboche

Segunda aclimatação da viagem foi em Dingboche. A aclimatação é super importante porque colocamos nosso corpo em uma altitude maior, ficamos um tempo por lá e depois voltamos para onde dormimos, é como dar um "choque" no corpo.


Depois do café, 1 litro de água e o casaco mais pesado no corpo, começamos a subir até o cume de uma montanha com 4900m de altitude. São apenas 2km de subida, mas é bem íngrime e, em ritmo normal para a altitude, demoramos 3 horas e 25 minutos.



Nesse vilarejo tem um café super gostoso, o único também, e todos os turistas e alpinistas ficam por lá no final do dia.


Trekking dia 7 – Dingboche → Lobuche


Nesse dia acordamos com um quadro na janela, tudo coberto de neve e os yakkes passando.

Esse foi o dia que passamos de 5000 de altitude, não foi um dia muito fácil pra mim, eu tive muita dor de cabeça e falta de ar, não tem como prever como o seu corpo vai reagir.


No meio da trilha passamos por Thukla Pass e o Memorial de Scott Fischer, é um memorial que homenageia mais de 100 alpinistas e sherpas que perderam a vida nas montanhas.




Foram 12km até o vilarejo de Lobuche que fica a 5100m de altitude.



Trekking dia 8 – Lobuche → Gorak Shep → Campo Base Everest

O dia mais esperado da viagem!! O dia começa cedo, depois de uma noite um pouco mais difícil por conta do frio e a falta de oxigênio, começamos a caminhada até Gorak Shep, onde almoçamos e deixamos as malas.



A tarde chegamos no nosso objetivo, o Campo Base do Everest! A sensação é inexplicável!

O corpo cansado, a falta de oxigênio... tudo que você estava sentindo, some no momento que você pisa lá.

É chegar na base da maior montanha do mundo, cercado pelas maiores montanhas do mundo.




Além de ir na famosa pedra do Base Camp, vale a pena dar uma volta pelos acampamentos dos alpinistas, gente do mundo todo que está ali se preparando e aguardando as janelas para subirem até o topo do Everest (os acampamentos estão montados apenas na janela de outubro, no primeiro semestre você pode fazer a caminhada do Campo Base, mas não tem subida até o cume e por isso, não tem o acampamento dos alpinistas).

Ida e volta de Gorak Chep demorou em torno de 5 a 6 horas de caminhada, sem contar o tempo que ficamos no Base Camp tirando fotos e curtindo aquela conquista.


Trekking dia 9 – Primeiro dia da volta Gorak Chep a Pheriche

A viagem não termina quando você chega no Campo Base do Everest, são mais 3 dias. de caminhada para descer tudo, mas já com a sensação de dever cumprido!


A volta é muito mais fácil, conforme você vai baixando a altitude, o corpo vai voltando ainda mais forte, a cabeça não doi e você vê a trilha com outra perspectiva. Nesse dia andamos 15km e já voltamos para os 3900 metros de altitude.



Trekking dia 10 – Pheriche → Namche Bazar

Um dia de descida longa pelo vale e que estava sendo muito aguardado, lembra do hamburguer que falei no terceiro dia? Então era só isso que a gente pensava para o final do dia. Foram mais 15km até 3440m.



Voltamos para Namche Bazar, a última cidadezinha mais agitada das montanhas, hamburguer, cerveja e "festinha", foi isso que resumiu nossa chegada na cidade. É muito legal encontrar com os demais grupos que já "concluiram" a viagem e estão só querendo compartilhar a experiência, você encontra tanto as mesas pessoas durante a caminhada que no fim já é todo mundo amigo.


Trekking dia 11 – Namche → Lukla

E a viagem vai chegando próximo ao fim, aproveitamos a parte da manhã para camninhar por Namche e fomos conhecer o mercado local, e depois saimos para a caminhada do dia que foram 10km até Sagarmatha (2600m).



Trekking dia 12 – Vuelo de Lukla para Kathmandu

Último dia de trekking, última noite acordando no meio dos Himalaias, posso te garantir que não tem cansaço, roupa suja e banho gelado que te façam querer ir embora dali, sabe sensação de "meudeus eu realmente vivi isso?" era isso que eu sentia.


Foram 9km para voltarmos para Lukla (2800m), onde tudo começou! A caminhada é super rápida e temos tempo livre a tarde para curtir Lukla que tem restaurantes e barzinhos. A noite nosso grupo se reuniu com toda a equipe de guias e apoio para um último jantar e para comemorar o fim dessa viagem inesquecível!



Trekking dia 13 – Voo de Lukla para Kathmandu

Dia de voar de volta à capital, mas da mesma forma que a ida, os voos são super controlados e só são liberados de acordo com a condição climática.


Por sorte nós conseguimos sair no dia seguinte logo cedinho e tivemos o resto do dia livre em Katmandu.


E ai, quem animou e ta pronto para embarcar em uma das melhores experiências da vida?


DICAS IMPORTANTES!

  • Não faça essa viagem sozinho, sem suporte de uma agência, você nunca sabe o que vai acontecer no caminho e é extremamente remoto.

  • Seguro de saúde que inclui resgate de helicóptero é obrigatório!

  • Não subestime o clima, invista nas roupas certas e todo equipamento necessário para não ter problema durante a viagem, as vezes a falta de um casaco pode te impedir de chegar no topo

  • Treine antes da viagem, a dificuldade é moderada à avançada, a altitude você não tem como controlar como o seu corpo vai reagir, mas as dores musculares você pode prevenir.


Eu indico de olhos fechados a agência Viagens de Experiência, todo o suporte desde o Brasil até o último dia da viagem foi incrível.


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© 2025 por @natalia.precioso

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